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Deformidades dos Dedos Menores - Lesão de Placa Plantar - Crossover


A Placa Plantar

 

A placa plantar é uma forte estrutura fibrocartilaginosa de forma trapezoidal que serve de base e apoio para as cabeças dos metatarsos do pé. Ela está intimamente relacionada com diversas estruturas anatômicas que constituem a articulação proximal dos dedos do pé, como a cápsula articular, as fibras da fáscia plantar, os ligamentos articulares (colaterais, transverso e interósseos) e a bainha dos tendões flexores dos dedos.

O ligamento transverso e os ligamentos colaterais conectam as bordas laterais da placa plantar ao osso metatarsal e ao capuz extensor, formando um complexo ligamentar forte e eficiente na estabilização dos dedos do pé.

Os tendões flexores e extensores conferem força e movimento aos dedos. Eles estabilizam longitudinalmente as articulações e auxiliam mecanicamente na aderência do apoio e na fase de impulso da marcha.

 

 

 

A placa plantar interliga a cabeça metatarsal à base da falange proximal, servindo como um coxim de apoio e banda de tensão, estabilizando as forças longitudinais e axiais dos dedos do pé. Ela atua impedindo o deslocamento dorsal da articulação com também limita o deslocamento lateral (varo e valgo) do dedo.

 

A Lesão da Placa Plantar

 

A lesão da placa plantar pode ocorrer por uma ruptura aguda, como um trauma pontual e repentino (10 % dos casos); ou por uma sequência de eventos que progressivamente vão causando lesões e enfraquecendo as estruturas que constituem a placa plantar.

Os fatores associados a esse tipo de lesão estão relacionados às atividades que causam impacto, ao uso de calçados de salto alto ou calçados de sola fina e com pouco amortecimento (sandálias rasteiras) e às alterações da marcha e da anatomia do pé (ex. joanete) que ocasionam sobrecarga mecânica plantar, principalmente do 2º e/ou do 3º dedo do pé.

 

 

Os sintomas são progressivos e causam limitação para deambular por longo período ou usar calçados pouco anatômicos ou com solados finos.

O principal sintoma é a dor plantar (metatarsalgia), que pode ocorrer isoladamente antes mesmo de ocorrer a instabilidade e deformidade da articulação do dedo.

 

    

 

Calor e edema (inchaço) da articulação é comum, assim como a sensação de estar pisando em uma protuberância.

Inicialmente a lesão da placa plantar pode ser diminuta e microscópica, apresentando somente um processo inflamatório com dor e edema local. Entretanto, com o aumento progressivo da lesão, a ruptura da placa plantar faz perder a estabilidade articular, o que causa a elevação (deformidade em garra) e o deslocamento lateral do dedo (crossover).

O diagnóstico da lesão da placa plantar é feito pela avaliação clínica da deformidade e a estabilidade do dedo pode ser testada pelo movimento de stress vertical da articulação (Teste da Gaveta).

 

Exames de RX e ressonância nuclear magnética (RNM) podem auxiliar o diagnóstico e avaliar outras alterações ou lesões concomitantes, como fratura de stress, doença de Freiberg e artrose.

 

 

A classificação da lesão da placa plantar tem uma relação direta entre o tipo de lesão e os sintomas e a deformidade apresentada pelo paciente:

 

 

Grau 0 - Lesão Intrínseca sem ruptura evidente

             - Dor e Edema sem deformidade do dedo

             - Teste da Gaveta Negativo

Grau 1 - Ruptura Transversa Parcial

             - Dor e Edema com Abertura leve entre os dedos

             - Teste da Gaveta  < 50 % de deslocamento

Grau 2 - Ruptura Transversa Total

             - Dor e Desalinhamento dorsal, lateral ou medial do dedo

             - Teste da Gaveta > 50 % de deslocamento

Grau 3 - Ruptura Transversa + Longitudinal

             - Dor Intensa e Desalinhamento grave dorsal com flexibilidade do dedo

             - Teste da Gaveta claramente positivo    

Grau 4 - Ruptura Extensa e Abertura Central

             - Dor Intensa e Desalinhamento grave dorsal sem flexibilidade do dedo

             - Teste da Gaveta claramente positivo

 

O tratamento cirúrgico da lesão da placa plantar é indicado nos casos sintomáticos, isto é, pacientes que apresentam limitação ou alteração funcional para caminhar ou dificuldade para calçar sapatos, seja pela dor ou pela deformidade adquirida.

A cirurgia baseia-se na sutura e reconstrução da placa plantar.

 

 

 

 

 

 


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