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Síndrome Compartimental


As estruturas anatômicas internas (ossos, músculos, tendões, ligamentos, veias, artérias e nervos) estão envoltas por tecidos de conexão (fáscias) que formam compartimentos estanques. Esses compartimentos mantêm essas estruturas posicinadas e separadas, permitindo o livre movimento interno dos músculo e tendões.

No pé existem 9 compartimentos: um medial, um lateral (em azul), quatro interósseos (em verde), um do músculo adutor do Hallux e dois centrais (em vermelho). Os centrais são chamados de superficial e profundo.

 

Os Nove Compartimentos do Pé

 

Traumas graves, com múltiplas fraturas e lesões musculares, esmagamentos ou fraturas com grande deslocamento causam um extenso inchaço (edema tenso) no membro afetado.

Esse extenso edema pode aumentar gravemente a pressão intracompartimental desses espaços, afetar a pressão vascular e diminuir o fluxo sanguíneo local.

A síndrome compartimental instala-se quando o aumento da pressão no interior de um compartimento fechado, reduz a perfusão sanguínea a um nível inferior àquela necessária para que seja mantida a viabilidade dos tecidos.

 

 

A dor é muito intensa, muitas vezes desproporcional ao trauma. Pode haver diminuição da sensibilidade, sensação de formigamento ou queimação (parestesia). Edema tenso, equimose e hematoma podem estar presentes. Muitas vezes ocorre a formação de bolhas (flictenas) na pele, de conteúdo seroso ou sanguíneo.

 

Edema tenso, equimose e flictena por grave fratura do calcâneo

 

O tecido muscular é o mais vulnerável à falta de circulação sanguínea, ocorrendo isquemia e necrose em poucas horas. Quanto maior o tempo de isquemia (falta de sangue) maior a necrose e as lesões irreversíveis nos tecidos.

O único tratamento para a síndrome compartimental é a fasciotomia, isto é, a abertura cirúrgica dos compartimentos para aliviar a pressão interna e restabelecer a circulação sanguínea para os tecidos.

As fraturas devem ser fixadas e a fasciotomia deve ser mantida aberta sob curativo por, no mínimo, 48 horas. Devendo ser fechada tardiamente quando houver melhora tecidual e diminuição do edema.

 

   

Fasciotomia descompressiva do pé                                       Fasciotomia descompressiva e fixação óssea

                                                                                                   de fraturas complexas do pé

 

A demora no diagnóstico e no tratamento, maior que 6 horas após a instalação da síndrome compartimental, pode causar sequelas como atrofia muscular, perda de força, deformidades articulares e alterações da sensibilidade.

No pé, os esmagamentos, as fraturas do calcâneo, as fraturas do tálus e a fratura-luxação de Lisfranc, todas provocadas por traumas de grande intensidade, são as que mais ocasionam a síndrome compartimental. Se não tratada, a alteração mais comum é a deformidade em garra dos dedos, além da possibilidade de ocorrer outras sequelas mais graves.


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