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O Desenvolvimento do Pé na Criança


A formação do pé começa a partir da quinta semana de gestação (embrião de +/- 6 mm de comprimento) e seu desenvolvimento obedece a uma sequência definida, sendo o osso navicular o último elemento a se formar.

Primeiramente, na quarta semana de gestação, surgem os brotos dos membros inferiores, duas protuberâncias celulares na região mais caudal do embrião.

Ao redor da quinta semana, os brotos se alongam ventralmente para iniciar a divisão estrutural da coxa, do joelho, da perna e do pé. Na ponta desse prolongamento forma-se a placa do pé, uma estrutura plana e arredondada.  

Na sexta e sétima semana gestacional, as matrizes cartilaginosas dos ossos do pé começam a se formar e os dedos a se dividir. Inicialmente existe uma membrana entre os dedos (membrana interdigital), que progressivamente vai desaparecendo à medida que os dedos crescem. 

Na oitava semana de gestação, as matrizes cartilaginosas do pé e suas divisões, assim como as de todo o membro inferior, estarão completas.

 

 

A partir da oitava semana, os membros sofrerão a ação dos grupos musculares e assumirão a sua postura característica de rotação. A formação completa dos ossos e articulações do feto, assim como suas relações com os músculos, tendões e nervos, completa-se por volta da 28ª semana de gestação.

 

 

Nascemos de um ambiente protegido, de um meio líquido, quase sem a ação da gravidade e sem contato com o solo. Somente após o nascimento nossos pés terão que se adaptar e se desenvolver no meio terrestre para que possamos assumir a nossa postura bípede humana e deambular com desenvoltura.

Os pés de um bebê recém-nascido possuem grande flexibilidade estrutural. Seus ossos são formados por matrizes de cartilagem, que apresentarão, ao longo do tempo, os centros de ossificação (pontos onde inicia o processo de mineralização óssea (deposição de cálcio)).

Os ligamentos são elásticos e a musculatura é pouco desenvolvida. Além disso, existe um acúmulo de gordura na planta dos pés. Por esses motivos, os pés de um recém-nascido são muito flexíveis e apresentam-se planos ou, até mesmo, levemente convexos.

 

Toda criança, durante os primeiros anos de vida, apresenta graus variáveis de pés planos.

Durante o crescimento, a criança passa por várias fases de aprimoramento e evolução até conseguir caminhar e correr com segurança. Nesse período, são muito importantes a sensibilidade tátil e o estímulo do contato com o solo para a formação do pé.

O arco plantar começa seu desenvolvimento por volta do quarto ou quinto ano de vida, quando a musculatura está em pleno desenvolvimento, o esqueleto torna-se mais rígido e os ligamentos menos elásticos.

A formação do arco plantar possui grande influência genética e está relacionada com o grau de flexibilidade ligamentar de cada família, isto é, existem fatores genéticos que passam de pai para filho e que determinam o grau de flexibilidade dos ligamentos e das articulações.

O desenvolvimento do pé acontece concomitante com a fase de crescimento e amadurecimento esquelético. Nas meninas, o pé completa sua formação por volta dos 14 anos; nos meninos, estende-se até os 16 anos.

 

Como proteger os pés de uma criança que ainda não anda ?

Até os nove meses de idade, o pé do bebê tem a sensibilidade superficial superior até mesmo à da mão e representa o seu principal instrumento de exploração. Por isso, o melhor é calçá-los exclusivamente quando sai de casa, para proteger do frio e de pequenos arranhões, usando meias antiderrapantes ou sapatinhos de materiais muito macios.

 

 

Como estimular o movimento dos pés e dos membros inferiores da criança ?

Nos primeiros meses de vida, para estimular o desejo natural do movimento do bebê, é aconselhável mantê-lo de barriga para cima, com toda a liberdade para mover as pernas.

Com o passar do tempo o bebê irá aprender a virar-se de barriga para baixo e a manter a cabeça levantada. Esta é a fase anterior ao engatinhar. Deve-se deixá-lo livre para se movimentar, sob o controle de um adulto e longe de perigos,pois é nesta fase que se desenvolve as curvas da coluna vertebral e ocorre o fortalecimento dos músculos dorsais e do pescoço, preparando a criança para engatinhar.

 

 

A partir de quando é aconselhável calçar a criança ?

É aconselhável calçar o bebê quando ele iniciar a engatinhar, escolhendo calçados flexíveis que não dificulte o movimento dos pés e tornozelos, com solado antiderrapante e feitos de materiais resistentes ao atrito.

 

Quando se deve trocar o calçado da criança ?

Os calçados devem ser trocados quando houver sinal de resistência na colocação ou na retirada do calçado ou quando houver áreas de atrito com a pele ou regiões avermelhadas no pé. Certifique-se que haja sempre um espaço de, pelo menos, um centímetro entre os dedos e a ponta do calçado. Geralmente a troca ocorre a cada 3 a 4 meses durante a fase de crescimento da criança.  

 

0 – 6 meses: Proteção  

Nos primeiros meses de vida o pé representa um importante órgão sensorial e permite ao bebê receber informações sobre o ambiente ao seu redor. As meias e os calçados devem ser usados somente para conforto e proteger do frio, portanto deve-se estimular a criança deixando os pés descalços na maior parte do tempo.

 

 

6 – 9 meses: Exploração

Nesta fase começa a exploração motora que lhe permite adquirir força muscular e descobrir novas sensações táteis. A criança explora o ambiente ao seu redor através do tato e dos movimentos das pernas e dos braços.

 

 

9 – 12 meses: Engatinhar

Por volta dos nove meses inicia a fase de engatinhar da criança, importante para a formação das curvas da coluna, desenvolvimento da coordenação motora e fortalecimento dos ossos e músculos dos membros. As meias e os calçados deverão ser flexíveis, confortáveis e com mecanismos antiderrapantes para proteger e ajudar a criança a ter melhor aderência em pisos escorregadios.

 

 

1 – 3 anos: Caminhar

Aos 12 meses a criança começa a andar. Neste período o pé, que se apresenta fisiologicamente plano, recebe os primeiros estímulos plantares causados pelos exercícios dos primeiros passos. Estes conjuntos de estímulos é que irão desenvolver os músculos e formar lentamente o arco plantar. É importante a criança sentir vários tipos de superfícies de apoio e a irregularidade do terreno, para estimular constantemente a formação do pé, por isso a importância em deixar a criança caminhar descalça. Se o local necessitar de proteção para os pés, o calçado nesta fase deve ser leve, bastante flexível e com solado antiderrapante.

 

 

3 anos em diante: Correr

A partir dos 3 anos a criança já caminha com segurança e a corrida torna-se um exercício cotidiano. É importante possibilitar a corrida da criança com segurança, em locais livres de acidentes. As vias de trânsito de carros e motos, lugares que possibilitem a queda de altura ou que tenham lagos, rios ou piscinas devem ser evitados. Os calçados devem ser leves, flexíveis e resistentes para que não deformem com facilidade.

 


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