História e Cultura Sobre seus Pés




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Os Pés Alados de Hermes / Mercúrio


A mitologia refere-se ao estudo de mitos; histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenômenos naturais e qualquer outra evento que explicações simples ainda não são atribuíveis.

A mitologia e as figuras mitológicas estão presentes e são proeminentes na maioria das religiões. O termo é freqüentemente associado às descrições de religiões fundadas por sociedade antigas como mitologia romana, mitologia grega, mitologia egípcia e mitologia nórdica.

Algumas histórias mitológicas podem nos trazer ensinamentos, revelar verdades fundamentais e pensamentos sobre a natureza humana, através do uso freqüente de princípios morais e sociais. Essas histórias expressam pontos de vista e crenças de um país, um período no tempo, cultura ou religião a qual lhes deu origem.

Todas as histórias apresentadas neste site possuem alguma relação contextual com o tema:

“Pé e Tornozelo”

São compilações de várias fontes de informação sobre a mitologia mundial, principalmente dos trabalhos literários de dois gaúchos que escreveram a maior série de contos mitológicos do Brasil: A.S. Franchini e Carmem Seganfredo.

Boa Leitura !

 

Os Pés Alados de Hermes / Mercúrio

 

 

Hermes, na mitologia grega, ou Mercúrio, na mitologia romana, nasceu nas cavernas do monte Cilene, na região de Arcádia, localizada na península do Peloponeso ao sul da Grécia.

Sua mãe, Maya Maiestas (Reia na mitologia romana), é também conhecida como Fauna, Boa Dea ou Ops. Filha de Atlas, na mitologia grega, era uma linda ninfa que seduziu o grande deus romano Júpiter (o grande deus grego Zeus). Maya equivale-se a deusa Primavera dos primeiros povos Italianos. O mês de maio foi nomeado em sua honra.

 

 

Maia, Júpiter e Mercúrio

 

Desde sua infância, Mercúrio manifestara-se um gênio, dotado de rara inteligência e perspicácia. Atribui-se a ele, ainda criança, a invenção da lira após colocar cordas em um casco de tartaruga vazio.

Certa ocasião, Mercúrio ainda criança, conseguiu esconder cinqüenta novilhas de Apolo atando ramos à cauda dos animais para que apagassem as marcas do trajeto. Tal feito, embora tivesse gerado reclamações, foi considerado por sua mãe Maya prova de inteligentíssima peraltice.

Só adulto, entretanto, é que se tornaria possuidor do Caduceu, bastão alado com duas cobras entrelaçadas. Mercúrio trocou sua lira pelo Caduceu de seu irmão Apolo, deus do Sol e da Profecia, segundo narra o poeta Virgílio, na Eneida, livro IV.

 

 

Mercúrio possuía um par de sandálias aladas, o que lhe imprimia velocidade e rapidez nas suas missões urgentes e inadiáveis, levando mensagens de seu pai Júpiter em sua irrequieta mobilidade.

Seu capacete alado (denominado Pétaso), o tornava invisível, o que lhe permitia avaliar atitudes e exercer controles sobre a ação de todos, oferecendo-lhe extremos poderes.

Mercúrio ainda carrega uma bolsa e é frequentemente acompanhado de um galo jovem, mensageiro do novo dia; de um carneiro ou bode, simbolizando fertilidade; e de uma tartaruga, referindo-se à sua legendária invenção da lira.

 

 

Mercúrio - Artus Quellinus - Séc.XVII

 

Além de conduzir recados, também conduzia as almas dos mortos até as margens do sinistro Aqueronte, o rio onde as almas cruzam embarcadas sob o comando do barqueiro Caronte.

 

 

Hermes no Aqueronte

 

Mercúrio era o mais ocupado de todos os deuses e o que possuía mais encargos. Por sua extrema habilidade e variados poderes, trabalhava intensamente. Deus veloz, corajoso e responsável. Nenhum deus era mais ágil, mais expedito, mais voluntarioso e, ao mesmo tempo, mais disciplinado do que Mercúrio.

Esta é a razão pela qual Mercúrio era o principal intérprete das vontades de Júpiter / Zeus e dos deuses do céu, fazendo cumprir as vontades supremas.

Sua participação no dilúvio, na história de Ulisses (o grande herói grego), na derrota e morte do monstro Argos, na condução de Dionísio, e tantos outros feitos, fizeram dele um personagem ímpar nas narrações mitológicas.

Uma das mais belas estátuas, que representam mercúrio, encontra-se em Florença, na Itália, e foi esculpida por Giambologna, fazendo parte da coleção do Palazzo Bargello. Mas, outras obras foram feitas para homenageá-lo, desde a antigüidade clássica, há quase dois milênios e meio.

 

       

 

Na mitologia romana Mercúrio é um mensageiro, deus da venda, do lucro e do comércio. Na mitologia grega, refere-se ao deus Hermes, protetor dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes. Era o deus da eloquência, do comércio e dos ladrões, a personificação da inteligência.

Os romanos batizaram de Mercúrio o planeta mais perto do sol, em virtude do astro completar sua órbita mais rápido que qualquer outro. Em Roma faziam-se festas especiais a Mercúrio, denominadas Mercuriais. A quarta-feira foi dedicada à esse deus, o dia de Mercúrio (Miercoles em espanhol, Mercoledi em italiano e Mercredi em francês).

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