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Síndrome do Túnel do Tarso


O túnel do tarso é um estreitamento anatômico ao nível do tornozelo formado por uma banda ligamentar chamada de retináculo dos flexores. Esse retináculo situa-se na porção interna e posterior do tornozelo e tem por função conter e guiar os tendões flexores mediais e o principal feixe vásculo-nervoso do pé (artéria, veias e nervos).

 

O retináculo forma um verdadeiro túnel por onde passa o nervo tibial, a artéria tibial posterior e as veias tíbias posteriores, além dos 3 tendões mediais do tornozelo: o tendão tibial posterior, o tendão flexor longo dos dedos e o tendão flexor longo do hálux.

 

 

A síndrome do túnel do tarso é o conjunto de sintomas ocasionado principalmente pela compressão do nervo tibial e/ou de seus ramos dentro desse estreitamento ligamentar (retinacular).

Os principais ramos do nervo tibial que podem estar envolvidos na síndrome do túnel do tarso são os nervos plantar medial e plantar lateral.

 

   

Causas:

As causas dessa compressão são bastantes variadas. Basicamente, qualquer alteração anatômica, que causa aumento de volume dentro deste túnel ou seu estreitamento, pode ocasionar a compressão do nervo tibial e/ou de seus ramos.

 

 

Cerca de 80 % dos casos de síndrome do túnel do tarso apresentam uma causa identificável. EM contrapartida, 20 % dos pacientes com queixas dolorosa e/ou neurológicas não apresentam qualquer alteração nos exames.   

 

Principais causas de Síndrome do Túnel do Tarso:

 

Intrínsecas:

- Dilatações venosas (varizes)

- Cisto sinoviais

- Tumores (lipomas, neuromas, tumor sinovial, etc...)

- Deformidades ósseas ou anomalias musculares (hipertrofia)

- Proeminências ósseas decorrentes de fraturas

- Processos inflamatórios reumáticos (Pannus Articular Reumático)

 

Extrínsecas:

- Cicatrizes por lesões corto-contusas

- Linfedema

- Quimioterapia (neuropatia)

- Neuropatia diabética  

- Estenose idiopática ou dinâmica (relacionada com atividades físicas

 e formato do pé (plano ou cavo)

 

Sintomas:

O principal sintoma da síndrome do túnel do tarso é a dor em choque ou em queimação, podendo estar associada à perda da sensibilidade do pé (dormência ou formigamento).

As principais condições que favorecem o aparecimento ou aumento desses sintomas são: o tempo prolongado de ortostatismo (ficar parado em pé) ou caminhadas por longo período.

As queixas de dores e/ou formigamento normalmente cessam com o repouso e a elevação do pé afetado. Podem ocorrer também durante a noite, principalmente após um período prolongado de permanência em pé, caminhada ou atividade física de impacto.

O diagnóstico é feito através da história do padrão de dor, exame físico e exames complementares.

O exame físico pode apresentar uma hipersensibilidade (choque) à percussão no trajeto do nervo tibial (sinal de Tinel), tumefação e abaulamento do túnel do tarso, dor á palpação plantar (ponto de entrada póstero-medial do feixe nervoso) e aumento dos sintomas com a manobra de dorsiflexão e eversão do pé.

Exames complementares de imagem podem ser solicitados, de acordo com a suspeita diagnóstica inicial do médico, para melhor visualização da anatomia do túnel do tarso (rx, ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética).

O estudo de eletroneuromiografia é inconsistente na maioria dos casos, pois apresenta alto percentual de erro no diagnóstico.

 

Síndrome do Túnel do Tarso Distal

 

É uma variante da síndrome do túnel do tarso clássica.

A síndrome do túnel do tarso distal refere-se à compressão ou lesão por tração dos ramos plantares (medial e lateral) e ramos calcaneanos do nervo tibial.

É uma patologia bastante comum e pouco diagnosticada, pois confunde-se muito com a fascíte plantar crônica.

O sintoma principal é a dor intensa calcaneana, muito similar à dor ocasionada pela fascite plantar, diferenciando-se apenas pela forma de acometimento e padrão de alívio dos sintomas.

Na fascíte plantar a dor é comumente matinal, na primeira pisada da manhã, ou no primeiro apoio após repouso e pode aliviar ao longo do dia ou após algum período de caminhada. Além disso, a dor é facilmente reproduzida com palpação da fáscia plantar e no local da sua inserção no osso do calcanhar.

Na síndrome do túnel do tarso distal a dor calcaneana é relacionada basicamente com o tempo prolongado de ortostatismo (muito tempo parado em pé) ou caminhada por longo período; cessando gradualmente com o repouso e a retirada do apoio. Normalmente a palpação local profunda do calcâneo e da fáscia plantar não provoca dor aguda.

As causas da síndrome do túnel do tarso distal variam bastante e são similares as da síndrome clássica proximal descritas acima. Entretanto uma das causas mais comuns é a neurite por tração ocasionada pelo músculo abdutor do primeiro dedo e da porção medial da fáscia plantar.

 

Síndrome de Baxter

 

É outra variante da síndrome do túnel do tarso clássica.

Descrita em 1989 por Baxter e Thigpen, a Síndrome de Baxter é a dor plantar central do calcâneo por compressão específica do nervo plantar lateral, um dos ramos do nervo tibial. Ocorre principalmente em atletas que praticam atividades de impacto e repetição (corrida).

 

Tratamento:

 

O tratamento conservador da síndrome do túnel do tarso é bastante variado e deve ser direcionado ao seu fator causal principal. Repouso, imobilizações, medicações, sessões de fisioterapia, palmilhas, mudança de calçados e de atividade físicas, podem ser indicadas para obtenção do alívio dos sintomas.

O tratamento cirúrgico é indicado quando não ocorre o alívio da dor com o tratamento conservador.

A descompressão do túnel do tarso e/ou de seus ramos é o procedimento cirúrgico realizado para liberar o nervo aprisionado ou comprimido dentro canal por onde passa. Outras intervenções cirúrgicas, concomitantes à descompressão do nervo, podem ser necessárias para complementar o tratamento e corrigir possíveis deformidades associadas.

 


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